Justiça Brasileira: Não Mais Rir Desta Piada

1964 ou 2009?
É com ar de desespeiro e ao mesmo tempo decepção que escrevo este texto. Nas últimas semanas, temos ouvido e visto em jornais, rádios e tv’s o escândalo de corrupção envolvendo o Governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM), que é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados. Meu objetivo aqui não é focar especialmente neste caso, mas usá-lo para exemplificar a piada velha e mal contada, da qual chamamos “Justiça brasileira”.
Na última quarta-feira, dia 9, em frente ao Palácio de Buriti, sede do governo do DF, mais de 2.000 pessoas protestavam pelo impeachment o governador Arruda. Elas estavam trancando uma via importante de Brasília, criando um grande engarrafamento, não cabe aqui defendê-los ou criticálos, não cabe a mim dizer se os fins justificam os meios, mas posso dizer o que foi notório: a ação da polícia militar relembrou fielmente os tempos de ditadura.
O vídeo da máteria do JN pode ser visto neste link. É do conhecimento de todos minha aversão à Rede Globo e telejornais, devido a sua grande capacidade de manipulação das notícias, mas peço somente que prestem atenção nas imagens, lembrem da quantidade de políticos criminosos, daqueles que roubam dinheiro da saúde, enquanto pessoas morrem na fila do SUS, daqueles que roubam dinheiro da educação, enquanto adolescente terminam o ensino médio sem nem saber escrever direito e reflitam vocês mesmos sobre a atitudes dos manifestantes e da polícia.
Não estou culpando os militares, querendo ou não, estavam cumprindo ordens, gostando ou não da atitude deles, os grandes culpados são os mandantes, caso este militares se negassem a cumprir a ordem, simplismente outros viriam e cumpririam, esta é a realidade. O mal precisa ser arrancado pela raíz. A justiça brasileira é sinceramente uma piada, impunidade, impunidade e mais impunidade. Pelo visto, protestar é crime, roubar e matar não.
Agradeço aos manifestante que ali trancavam a via, que gritavam por justiça, pois ao menos estavam tentando fazer alguma coisa, ao invés de ficar vendo tv o dia todo, lendo ou escrevendo blogs inúteis. Ao menos espero que este blog inútil sirva para despertar as pessoas e fazer mais e mais gente protestar. A força povo é a união e a do estado nossa resignação.
por Pedro Guilherme Ramos, 10/12/2009.
Nadar contra a correnteza
À meu amigo Pedro Guilherme Ramos
Em menos de dois anos mudei muito. De proto-comunista ortodoxo à niilista. Mas por que esta mudança? Não posso explicar dois anos de teorias díspares e divagações incongruentes, mas o que posso dizer é que concluí que revoluções não acontecerão agora ou em breve, e desejar isto é ser egoísta, por que a grande massa não deseja revoluções. Desejar isso é nadar contra a correnteza da História.
Cada momento histórico diferente é marcado por um espírito de época – zeitgeist – e é este espírito de época que vai determinar o que as pessoas pensam e desejam em sua sociedade. Cada acontecimento histórico só virou acontecimento devido a um zeitgeist que o precedeu. Desta forma por mais que alguns defendam determinadas ideias, elas só terão chance de ser postas em prática se houverem condições sociais para isto.
Falo isto por que não adianta lutarmos por revolução, seja ela socialista, comunista, anarquista et caetera, por que lutas sociais de cunho revolucionário não fazem parte de nosso zeitgeist. Não existe um momento histórico propício para levar multidões as ruas, isto é coisa do passado, de uma outra época. Agora temos outros problemas e situações inimagináveis há alguns anos, como crise ambiental, cybercultura, terrorismo e guerras do tráfico; jornadas de trabalho de doze horas e insalubridade não mais nos preocupam.
É claro que não podemos sentar e esperar o santo dia de nossa morte já que não podemos fazer nada. Existem inúmeros problemas que precisam ser resolvidos e devemos ajudar a saná-los, a questão é que se para isso acreditarmos que devemos mudar a sociedade, tornaremo-nos mais um problema, e não solução. Para resolvermos os problemas de nossa sociedade devemos usar os meios de nossa sociedade e buscar soluções que sejam boas para a grande massa e assim satisfaçam nosso zeitgeist.
Luís Fernando Fintelman da Silva
oito de dezembro de 2009
Quem Sou Eu?
Desde que o mundo é mundo o homem tenta saber mais sobre a sua origem, sobre a origem do universo, o porquê de estarmos aqui, o sentido da vida e pra onde vamos após a morte.E será mesmo que um dia o homem irá conseguir responder a todas essas perguntas? Tenho certeza que não, sempre que uma pergunta é respondida muitas outras novas vão surgir, teorias e mais teorias serão criadas pra tentar explicar tudo.
Deus criou tudo, pronto! Bem, isto não é algo que se possa afirmar com tanta convicção, afinal um ser tão poderoso quando Deus não iria simplesmente surgir do nada não é? Mas foi o big bang que deu origem ao nosso universo, pode até ter sido realmente isso, mas o que causou essa tão poderosa explosão? E o que havia antes disso? Nunca conseguiremos essas respostas e será que elas são realmente tão importantes? Talvez sim, talvez não, saber de onde viemos é importante, mas não seria mais importante se preocupar com o hoje e com os problemas atuais?
E o sentido da vida? Ele realmente existe? A verdade é que cada um tem sua vida e dá seu próprio sentido a ela, não podemos dizer que nós todos vivemos por um mesmo motivo. Talvez a única pergunta que conseguiremos a resposta é “Pra onde vamos após a morte?” Essa questão cedo ou tarde todos saberão a resposta.
Então, pare um pouco de se preocupar com as suas origens ou com o seu fim e passe a ver seu presente com outros olhos, será que realmente está dando um sentido a sua vida?
Autor: Lucas Ranieri Werner, 04/12/2009.
Honduras: O Que Não Passou na TV
Recentemente Honduras sofreu um golpe de estado, seu ex-presidente Manuel Zelaya ficou então abrigado na embaixada Brasileira, atitude que foi repudiada por milhões de brasileiros, sob o pretexto de que o governo brasileiro não deveria ter se metido na questão. O presidente Lula foi altamente criticado e ainda se mostra um dos poucos contra o novo governo hondurenho.
Todavia não culpo ninguém pelo pré-julgamento feito em relação a atitude do governo brasileiro de abrigar Zelaya em sua embaixada e se mostar contra o golpe de Honduras. Bem sabemos que a oposição se revoltou com a história de Zelaya querer convocar uma Constituinte, etc e tal. Entretanto a mídia tradicional não explica os motivos envolvidos por trás da cortina e muito menos o dedinho mágico (ou o braço inteiro) dos EUA.
É essencial que para entenderem melhor, leiam este texto que explica a relação entre o golpe e a direita estadunidense. Em linhas gerais, Zelaya iria transformar uma base militar dos EUA em um aeroporto civil. Para custear o projeto, o presidente utilizaria fundos da ALBA [Alternativa Bolivariana para as Américas] e do Petrocaribe, dois acordos comerciais recíprocos impulsionados pelo líder venezuelano Hugo Chávez.
Lendo o texto acima linkado, vocês entenderão mais detalhadamente, portanto, apesar de ser um texto longo é essencial que leiam para o entendimento da situação. Os EUA transformaram Honduras em um porta aviões, assim como fizeram com a Colômbia, a aceitação do novo governo mostra claramente o envolvimento estadunidense no golpe, assim como em muitos outros golpes na améica latina e no mundo, onde sempre há o dedo dos Estados Unidos da América.
Diante disto, eu lhes pergunto: Por que ser contra a atitude do governo e do presidente Lula de repudiar o novo governo? Este é um ponto no qual eu sinceramente elogio o presidente, apesar de todas as minhas críticas ao seu governo (e a todos os outros). É inadimissível que os EUA continuem com seu imperialismo na América Latina, aceitando o golpe hondurenho, estamos mais uma vez nos aceitando como o “servos do 1º mundo”. Realmente estamos longe de nos tornar livres do imperialismo europeu e principalmente estadunidense. Concordo plenamente com Galeano, as veias da américa latina continuam abertas, e sangrando mais do que nunca.
por Pedro Guilherme Ramos, 03/12/2009.
Sonhos, Apenas Sonhos?
Todas as pessoas têm sonhos para a sua vida, seja encontrar o seu grande amor, viajar o mundo, comprar o carro do ano, ver seu time ser campeão e tantos outros. Mas até que ponto esses sonhos podem ser considerados apenas sonhos? Quando se tem certeza de que vale a pena ir atrás de um sonho?
Quando um sonho passa a ser utópico? Inalcançável? Será que existe mesmo uma forma de responder a esta pergunta? Responde-la não seria por uma limitação em você mesmo? Mostrar até onde você consegue chegar? E será que realmente existe esse limite?
Talvez sim, talvez não, cada um conhece seus próprios limites não é? Será que realmente esse limite é real? Ou é apenas o que achamos que é demais e acabamos nos conformando sem tentar? Por mais simples que sejam os sonhos podem ser reais e você tem o poder para isso.
Se há ou não um limite é você quem irá decidir. Se vale a pena ir atrás do seu sonho só você vai saber. E a única forma de saber se ele tornar-se-á real, é tentar, correr riscos é necessário. Como diz a música “Um Homem Só” do Dead Fish: “Um homem só virá te salvar este homem é você”.
Autor: Lucas Ranieri Werner, 02/12/2009.
Relatos de um Confronto Invisível

Protesto anti-nacionalista em Belo Horizonte
A realidade é sempre confusa quando se tem senso crítico. Tenho plena consciência de que lutamos numa guerra invisível, não podemos vê-la, mas sabemos que as cabeças estão rolando por trás da cortina. Parece loucura, eu sei, mas pra nós é o que nos faz viver. De certa forma é como a crença de vocês em deus, vocês não podem vê-lo, mas o sentem e sabem que ele está ali, o tempo todo. Assim é o sentimento que nos corrói dia-a-dia e ao mesmo tempo nos dá forças pra continuar.
Não sou idiota, eu sei que estamos dando socos no ar, mas única forma de acertar um inimigo invisível é essa. Lutamos para tentar informar o máximo de pessoas possível, quanto mais gente se conscientizar e também começar a dar socos milimétricamente planejados ou não, no ar, mais chances de acertar o inimigo invisível nós temos.
Se realmente penso que um dia as coisas irão mudar? A resposta é não. Sei que nunca houve uma real democracia e tão provavelmente nunca vai existir, sei que o anarquismo é inalcansável para o Homo Sapiens Sapiens, sei que a tendência é sempre piorar. Eu não penso que um dia as coisas irão mudar, mas acredito que a única possibilidade de que isso aconteça, se baseia no tentar.
por Pedro Guilherme Ramos, 01/12/2009.
y = ax² + bx + c
A parábola vem do infinito e, cada vez mais “lentamente”, fingindo não querer ir, atinge seu vértice, mas, se atingir o vértice, voltará para o infinito.
Em algum momento de nossas vidas nos deparamos com ideias revolucionárias, um grande guru (na maioria da vezes barbudo) com as respostas e os meios para mudar profundamente a sociedade. Alguns viram a página sem percebê-lo, mas você percebe que tudo está errado e somente ele percebeu isso, e por isso você o segue. Ele é a salvação. Muitos pensarão assim para o resto da vida.
Outros, porém, terão contato com outras ideias. Letras de músicas, amigos, pessoas com rotas roupas pretas. Verão que nem sempre os gurus estão certos. Alguns verão que eles próprios estão mais certos e começam a desacreditar de fórmulas predeterminadas. Cada um faz sua fórmula e no fim misturam tudo. Muitos pensarão assim para o resto da vida.
Para outros poucos, o vértice da parábola chegará – mesmo contra a vontade. Estes perceberão que as inúmeras fórmulas pessoais não fazem sentido porque muitas já foram tentadas e destruídas. Perceberão, para sua tristeza, que todas serão destruídas. Perceberão que a grande massa não tem motivo nenhum para segui-lo e estão felizes em sua tristeza habitual. Perceberão que o sistema sempre será mais forte. Estes que dobrarem o vértice da parábola voltarão para o infinito de onde vieram, sem esperanças. Por que estes que dobrarem o vértice da parábola conhecerão a boa-nova: “Nunca houve revoluções, nunca houve vitória sobre o sistema. Nunca haverá revoluções, nunca haverá vitória sobre o sistema.”
Fintelman
28 de novembro do Ano da Graça de 2009
Nova Carteira de Identidade: Um Paradóxo Conspiratório
A esta altura do campeonato, todos já devem estar sabendo sobre a nova identidade dos brasileiros (para os menos informados, segue aqui um vídeo sobre a mesma). Um único cartão contendo 1 ou 2 chips que concentrarão todas as informações e documentos do cidadão. A RIC, como é chamada, poderá controlar desde a passagem por uma catraca, até a troca de informações com a Receita Federal. Em primeira instância o documento parece ser uma inovação demsiadamente útil e interessante, afinal evitará muitos estelionatos, falsificações, e ajudará a reconhecer melhor os criminosos. Além disso, a RIC acabará, em tese, com os problemas relacionados a pessoas com nomes iguais, servindo para identificar melhor cada pessoa.
Até então está tudo muito bom, muito bonito, mas alguém já parou pra pensar nas consequências e nas portas que isto abre para o futuro? Para quem já viu os filmes recomendadíssimos Zeitgeist e Zeitgeist Addeddum sabe muito bem do que se trata. O filme relata, entre outras Teorias da Conspiração, a questão da Nova Ordem Mundial, e relacionada a isto, a implantação de chips de identificação nas pessoas, que em ultima instância, permitiriam até mesmo que estas fossem mortas pelo desligamento do chip. Pode parecer loucura, muito provavelmente seja de fato apenas uma teoria conspiratória, porém após o anúncio desta nova identidade está na hora de se parar pra pensar.
A nova identidade abre uma gigantesca gama de possibilidades para controle de massa, que possibilita ao governo ter acesso a todas as nossas ações (não que ainda não tenham, mas seria facilitado e mais útil para determinados fins). Para quem já leu Microfísica do Poder e/ou Vigiar e Punir, de Foucault, entende perfeitamente como são sucedidas as relações de poder na sociedade e sabe que a melhor forma de controlar uma população é vigiando-a, sem ela saber ou ter certeza de que está sendo vigiada.
Até então, esta teoria conspiratória se mostra correta, principalmente no tocante a aceitação desta forma de controle, as pessoas gostam, são convencidas de que será melhor (e de fato será em determinados pontos) e ficam cegas neste ponto. De certa forma as pessoas tem medo de contestar as inovações e o medo é certamente a maneira mais eficaz de gerir as relações de poder e hierarquia da sociedade. É preciso que todos abram os olhos para estas tais “inovações”, reflitam e pesquisem sobre quais as verdadeiras vantagens e desvantagens. Entretanto até que realmente aconteça, não necessáriamente da forma como é prevista, isto não passa de Teoria da Conspiração, e pelo visto todos ficarão de braços cruzados esperando mórbidamente colocarem um chip no seu cérebro. Afinal de contas, assim somos, dóceis e úteis; alguns não tão dóceis, outros não necessáriamente úteis, mas todos incrivelmente medrosos.
Dedico este texto a meu grande professor do ensino médio Carlos Henrique Pereira Barbosa, pelos 3 anos de consciência crítica por ele lecionados, que colaboraram para ser quem sou hoje.
por Pedro Guilherme Ramos, 25/11/2009.
Quer Respeito? Então Respeite!
Em uma conversa, debate ou qualquer troca de opiniões o respeito é fundamental, seja sobre questões raciais, sexuais, religiosas ou simples coisas do dia-a-dia. Meu foco neste texto será o respeito entre ateus e religiosos, em especial os religiosos fundamentalistas. Para os fundamentalistas, é completamente inaceitável a idéia de que Deus não exista e não aceitam esse tipo de opinião. Muitas vezes já vi postagens em blogs fazendo pequenas sátiras com religião, em que esses fanáticos religiosos fazem milhares de comentários atacando quem fez a postagem.
Os religiosos exigem respeito, porém muitas vezes o respeito não vem da parte deles, como diz o Dr. Drauzio Varela em um vídeo que circula na internet:
“Os Religioso são muito violentos com aqueles que não são religiosos, essa é a realidade (…) Porque na hora que você diz que não é religioso, as pessoas olham como se você fosse imoral, como se você não tivesse respeito pela vida, como se você fizesse mal pros outros. Porque não há esse respeito por religiosos em relação aos materialistas? Porque não ? Se eu tenho que respeitar todas as pessoas que acreditam em coisas que pra mim as vezes parecem completamente sem sentido, porque eles não podem aceitar que exista um mundo que não tem sentido pra eles? Porque tem que ter esse autoritarismo essa violência com os que não pensam da mesma forma ?” ¹
Para os estes religiosos você está sempre errado, mesmo existindo fatos que comprovem o que você diz. Talvez essa seja o maior problema da fé simplesmente acreditar sem provas ou sem um porque só porque falaram que você deve acreditar, o que acaba deixando as pessoas com a mente fechada. Outro ponto importante é que muitos religiosos não conseguem conversar, quando falam do seu Deus e eles não concordam é briga na certa, não conseguem simplesmente defender seus argumentos talvez porque não tenham como defender, pois apenas acreditam nisso sem um porquê.
Não vou ser hipócrita e dizer que os são só os religiosos que não tem respeito com ateus, existem ateus que também não tem respeito com religiosos e os tratam como ignorantes, e também sei que existem religiosos que respeitam sim os ateus, mas eles não são a maioria. ¹
¹ Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=nL4elCXoWyw, acessado 23/11/2009.
Autor: Lucas Ranieri Werner, 23/11/2009.
O desrespeito à vida e seus beneficiados
Um grande processo de bilhões de anos trouxe-nos até aqui. Todos nós somos frutos de uma lenta evolução, que adaptou-nos as condições de nosso planeta. Quando digo nós não digo os humanos, digo todos os seres desta biosfera. E qual é o direito dos homens de interferir no núcleo desta evolução? Por que quando falamos de alterarmos espécies geneticamente estamos falando exatamente disso: jogar a evolução natural das espécies no lixo. O homem, apenas mais um dos frutos desta evolução, tem direito sobre os demais?
A humanidade pode se considerar a dominadora deste planeta, afinal é a única espécie que pode tomar decisões de grande impacto em toda a estrutura biológica planetária, mas uma coisa é alterar macroscopicamente os ecossistemas, outra muito diferente é alterar as estruturas genéticas de outras espécies para proveito próprio. Safras mais produtivas e resistentes à pragas justificam mudarmos o ADN de várias espécies ao nosso bel-prazer?
Só existe um motivo para isto: aumentando a produtividade aumentam-se os lucros. Não existe interesse em diminuir a fome no mundo ou melhorar a qualidade da alimentação humana. Se houvesse algum objetivo nobre, como os citados há pouco, não estaríamos preocupados em modificarmos espécies, e sim em distribuirmos de forma igualitária nossa produção.
Sou um ávido entusiasta da Ciência, porém não fico deslumbrado com todos os seus avanços. Avanços científicos que visem exclusivamente maior acumulo de poder nas mãos de poucos devem ser questionados de forma aberta, já que as massas, que deveriam ser as maiores beneficiadas com a Ciência, é simplesmente relegada a um plano de consumidora de ciência.
Fintelman
17/11/2009