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Archive for outubro \28\UTC 2009

No Meio de Macacos, Até os Cães Gostam de Banana

RepressãoJoãozinho odiava as aulas de português. Nunca gostou daquela porcaria de aula, a professora repreendia muito os alunos e não explicava nada direito. Joãozinho, porém, via que todos gostavam das tais aulas e adoravam a professora. Sendo assim, fingia gostar também, pois caso fosse reclamar para algum de seus colegas seria repreendido e talvez até excluído pelos mesmos, já que estes adoravam a professora.

Maria era uma aluna que apresentava certa dificuldade nas aulas de português, então sempre pedia ajuda para o aluno mais inteligente da classe, Joãozinho. Para Maria, ele era o aluno que mais gostava das aulas de português, e ela não entendia o porquê, já que as aulas eram horríveis. Maria não acreditava como todos os alunos da classe adoravam aquela professora mejera, porém, para sempre ser aceita e poder pedir ajuda aos colegas, fingia que gostava da professora.

Certa vez, a professora deu nota 1 para Maria, a menina ficou indignada e comentou com Joãozinho e mais alguns colegas:

- Nossa Joãozinho, não sei como vocês conseguem gostar dessa professora, ela é uma bruxa!

Joãozinho também não gostava da professora, mas como estava diante de outros colegas que a adoravam, não queria adimitir, afinal eles poderiam até mesmo dedurá-lo.

- Não diga isso Maria, a professora é ótima! Disse Joãozinho.

Cada um foi para um lado e continuaram suas atividades.

Logo, Chupeta, Costelinha e Vinicius, os três colegas de Joãozinho vieram falar com Maria:

- Maria, você tem razão, nós também odiamos a professora.

- Então porque não reclamam? Disse Maria espantada.

- Não podemos, pois todos adoram a professora, ainda mais Joãozinho. Não lhe defendemos aquela hora, pois queriamos nos mostrar do lado de Joãozinho, para ele continuar nos passando cola sempre que necessário.

No outro dia, Joãozinho estava conversando com outros colegas, ao invés dos de costume. Augusto e Karina eram 2 alunos muito puxas saco da professora, mas haviam tirado notas baixas e foram pedir ajuda a Joãozinho:

- Joãozinho, ajude-nos, aquela professora idiota nos deu nota baixa, não podemos ficar em recuperação!

- Tudo bem. Disse Joãozinho. – Eu ajudo, também odeio ela.

- Odeia? Indagaram os colegas. – Então porque finge tanto gostar dela?

- Eu preciso, pois caso contrario meus colegas podem se afastar de mim, ou até me dedurar pra ela, afinal eles a adoram.

- Ah, é verdade, nós também fazemos isso. Disseram os coleguinhas.

Joãozinho os ajudou com a matéria e logo retomou suas atividades.

No final do ano, 40% dos alunos reprovaram na matéria, pois a professora era muito ruim e os alunos nada conseguiam aprender. Reprovações estas que poderiam ter sido tranquilamente evitadas, caso todos os 25 alunos da turma que ODIAVAM a professora não tivessem fingido gostar dela, para ironicamente agradar os alunos que também não gostavam da professora. Eles poderiam facilmente ter se unido e reclamado perante a orientação, mas a preocupação com a aceitação do grupo fez com que todos fingissem ser algo que não eram e os resultados foram visíveis.

Pense nisso.

Qualquer semelhança com a sociedade em que vivemos, não é mera coincidência.

por Pedro Guilherme Ramos, 28/10/2009.

CategoriasContos, Sociedade

Halloween – Por Que Diabos Comemoramos Isso?

Saci e Halloween“Criada pelos Celtas, perseguida na Idade Média, acoplada então à Igreja Católica, cultuada pelos Ingleses, transmitida para os E.U.A na colonização e IMITADA mal e porcamente pelo povo brasileiro por imposição do mercado.”

Talvez eu esteja sendo radical, ou quem sabe tenha sido até sutil, mas uma coisa é certa: O Halloween não é nosso. Mais uma vez o mercado cria uma forma de nos alienar ao consumismo. Compra-se velas, doces, fantasias, faz-se festas, tudo para tentar imitar uma festa cuja verdadeira origem e significado, nem se sabe. Fazer festa pode ser muito bom, mas alienar-se ao mercado é suicídio de personalidade.

Não há motivo para fazermos festas de Halloween. Ao celebrarmos algo, é preciso entender do que se trata, gostar do que se está fazendo e não apenas perpetuar uma pseudo-cultura imposta goela abaixo pelo capitalismo. Nós precisamos parar! Esta festa não é nossa, não conhecemos seu significado e só comemoramos porque o mercado a impõe através da mídia. Esqueçam a “caixa da verdade”, televisão é ilusão.

Até as escolas entram na jogada, é impressionante. Na tentativa de arrecadar fundos ou simplesmente de entreter os alunos, várias escolas promovem festas de halloween; pra que?! Se ao invés de promoverem simplesmente uma festa, ensinassem a origem da mesma, usando a festa para exemplificar, como uma aula prática, teríamos de fato algo interessante. Mas essa é a nossa educação, falha e manca.

Muito provavelmente vocês pensarão que meu objetivo aqui foi meramente o de falar mal de vários pontos da nossa sociedade, e acreditem, foi. Apenas desabafando, falando mal, mostrando a realidade nua e crua é que muitas pessoas conseguem enxergar o que está na frente de seu nariz. Então vamos nos ligar em tudo que é mostrado pra nós, vamos buscar entender as coisas e não somente perpetuá-las como um robô alienado. Neste halloween, digam “não” às fantasias, digam “não” a qualquer tipo de imposição capitalista. Vivam suas vidas e não a que o mercado quer.

por Pedro Guilherme Ramos, 26/10/2009.

Ser ou Ter?

Todos podem colaborar com o OuTrEm AqUéM, temos aqui um belíssimo texto enviado por nosso mais novo colaboador, Lucas Ranieri Werner!

Ser ou Ter?

Ser ou Ter?

Ser ou Ter?

Bem, a cada dia que passa percebo o quanto as pessoas estão perdendo seu individualismo, suas peculiaridades, porque não o seu “estilo” e se tornando cada vez mais consumistas e materialistas .  É difícil querer atribuir a culpa disso a algo em especifico, a mídia talvez seja a maior “culpada” nessa historia toda, ou também a necessidade de querer fazer parte dos grandes grupos sociais, se tornar “popular”.

É incrível como o ser humano descarta coisas com tanta facilidade e na outra semana esta idolatrando outra. Bandas, roupas, filmes e tudo mais, o que um dia é a melhor coisa do mundo no outro ninguém mais lembra. Mas o que mais me aflige é a importância que dão pra todo esse consumo e materialismo, cada vez menos existe uma preocupação no “ser”, o importante hoje é “ter”

E isso está nas nossas mentes desde que nascemos ainda pequenos aprendemos que temos que ir sempre atrás do melhor, desde que começamos a engatinhar já estão nos querendo impor padrões, seja lá quais forem. Ao decorrer das nossas vidas vimos que o tentar ser “diferente” nem sempre é bom, e muitas vezes acabamos cedendo as influencias que vem de fora, seja ouvir as musicas mais populares do radio ou ter o tênis da moda…

Talvez seja algo inevitável, cada vez mais o importante vai ser estar na moda, nas elites sociais, ter as melhores coisas de mercado e  cada vez menos importante vai ser simplesmente ver quem você ama sorrir.

É evidente que em algum momento da vida todos vão olhar pra trás e vão ver se realmente valeu a pena ter tantas coisas e ser  “popular”. Não vejo felicidade em ter mais muitos e muitos amigos que quando eu vou precisar não vão me apoiar, e do que adianta ter sempre o que esta na moda? A moda muda a cada semana, no final das consta todos vão perceber que o dinheiro não pode ser comido.

Agora tente parar pra olhar o que realmente tem valor na sua vida, se são seus tênis, suas blusas, seus 2000 seguidores no twitter. seus 900 amigos no orkut,  ou se são aquelas pessoas que sempre estão do seu lado. Cabe a você decidir se você vai querer “ter” ou vai “ser”.

Pense por você mesmo.

Autor: Lucas Ranieri Werner

postado por Pedro Guilherme Ramos, 25/10/2009.

CategoriasSociedade

A Mesma Tecla Sim, É Necessário!

Meio Ambiente

Meio Ambiente

Há vários anos se discute a preservação ambiental; projetos, acordos, previsões dramáticas, nada disso vem de hoje. Sempre soubemos na verdade o quão destrutiva é a nossa capacidade de adaptar o ambiente em que vivemos para sobrevivermos. Antes fosse apenas isso, não nos contentamos em adaptar para sobreviver, nós queremos mais, destruímos mais, desmatamos mais do que precisamos para manter nosso sangue circulando.

Já são muito conhecidos os efeitos do aquecimento global, caça indiscriminada às espécies, desmatamento e todas as outras milhares de formas que achamos para destruir nosso meio ambiente. Sendo assim, a principal fala agora não é sobre os problemas ambientais, mas sobre o que fazemos em relação a isto. Passamos muitos anos falando que a Terra está morrendo, que estamos aniquilando nosso ecossistema, mas esquecemos de fazer alguma coisa que realmente desse resultado. Apenas agora, sim agora, é que grande parte (porém minoria) das pessoas está tomando conta disso.

É assim que são os seres humanos, somente quando a água bate na bunda, é que nós se ligamos no problema. A União Européia prometeu recentemente no acordo de Copenhage, reduzir a emissão de CO2 em 95% até 2050. Muito bom, mas porque já não decidiram isto há vários anos atrás, quando já sabiamos que essa história de CO2 ia dar merda? O pré-sal, o que falar então? Em pleno tempo de “limpar” a Terra, nós inventamos mais uma maneira de sujá-la, grande avanço este para o Brasil. É, ainda vamos aprender que dinheiro não se come.

Não adianta querermos inventar mil maneiras de preservar o planeta, se em contrapartida inventamos outras mil para destruí-lo. Decrescer para sobreviver, esta tecla precisa ser batida, nós precisamos entender. Não somos maiores nem melhores que a natureza, e qualquer tentativa de demasiadamente humana de tentarmos sê-lo, irá apenas destruí-la.

por Pedro Guilherme Ramos, 24/10/2009.

Onde Está a Felicidade?

Felicidade, eis a palavra mais subjetiva de todo dicionário de português. É notório que todas as palavras tem seu grau de subjetividade, até porque a construção sócio-cultural feita em cima de cada palavra varia muito de povo pra povo. Porém felicidade é um termo que se destaca demasiadamente por ser interpretada de uma forma completamente diferente em cada mente humana que vaga por este mundo vil.

Qual seria então o real significado desta palavra tão controversa? A resposta é simples: nenhum; e todos. A felicidade em si não existe substancialmente, ela é meramente abstrata, mental. Não é nada mais que um estado de espírito, muito importante, diga-se de passagem, mas é simplesmente um estado de espírito. Mas é na massa encefálica de cada indivíduo que ela vai tomar forma, somos nós que vamos definir o que realmente representa este estado de espírito.

A felicidade pode até ser perigosa, pois tem a capacidade de nos prender a uma ilusão capitalista que nos faz sempre buscar termos e sermos algo que não temos e jamais seremos. Isso porque a felicidade não é feita para ser alcansada, mas sim para ser vivida. É como o amor, impossível descrevê-lo, mas se pode senti-lo, porque essa é característica dos humanos, o sentimento.

Este sentimento tão formidável e contagioso do qual chamamos de feliciade está nos momentos e não nas aquisições; está nas pessoas e jamais na casa própria; manifesta-se através de pensamentos e sensações, não por ilusões capitalistas. A felicidade está dentro de cada um e não pode ser achada em um parceiro ou parceira,  mas deve ser vivida nos momentos de emoção, seja sozinho ou acompanhado.

Não se pode tolerar que o capitalismo, consumismo e qualquer ismo tome conta das vidas humanas e as prenda nas algemas da pseudo-felicidade-adiquirida, pois isto apenas as torna cada dia mais infelizes. Ser o que se é unido ao que se deseja, seria esta a chave para a felicidade? Quem sabe, talvez para alguns seja, mas com certeza não é para todos.

por Pedro Guilherme Ramos, 19/10/2009.

CategoriasFilosofia, Sociedade Tags:

Palavra da Cambada! #$%%$##&@#$%%

“As veias da América Latina continuam abertas.”

Eduardo Galeano sobre a prosperidade latino americana.

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Prefiro uma sociedade sem igreja do que sem governo. Apesar do governo ser uma merda, creio que seria pior sem ele.”

Leonardo Nikson sobre a competência do governo e a importância da igreja na sociedade.

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“As pessoas por livre natureza são estupidas e tendem ao caos e infelizmente para vivermos sem nenhum governo a sociedade precisa evoluir intelectualmente.”

Ariel Venâncio sobre a inteligência humana.

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“O vencedor não será perguntado se ele falou a verdade.”

Adolf Hitler torcendo para vencer a guerra.

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“Triste sistema educacional este. E ainda querem que sejamos professor, para que? Para sermos enfrentados dentro de sala de aula, por “mini” vândalos?”

Bruno Sergio Lima sobre o amor dos alunos para com o professor.

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postado por Pedro Guilherme Ramos, 17/10/2009.


Sobre mudanças, esperanças e heranças

Este é o primeiro post inédito no nosso novo endereço. Por que mudar? Melhor seria perguntar por que não mudar.

Mudamos para revermos nossas idéias e descobrirmos novas coisas. Acho que não há muito o que se falar sobre isso.

Esperamos que o blog torne-se mais popular e nossas idéias mais divulgadas.

Herdamos… só para fazer mais uma rima no título.

CategoriasUncategorized

Crianças, Livros e Presentes

“5 de novembro de 1924, o então presidente do Brasil Arthur Bernardes aprova por meio de um decreto o dia 12 de outubro como dia das crianças, sugestão do deputado federal Galdino do Valle Filho.”

Esta data marca a história verde e amarela pela criação de um dia em homenagem às crianças. Até então, os pequeninos não possuiam um dia oficial aqui no Brasil. Muito embora ao contrário do que pensa grande parte da população, não foi nesta época que o dia das crianças passou a ser comemorado de fato. Há por trás desta data tão singela, muito mais peripécias envolvidas do que se imagina. Em 1960 a fábrica de brinquedos Estrela fez uma parceria com a Johnson & Johnson para lançar a “semana do bebê robusto” e assim dar um ponta pé em suas vendas. A ideia saiu melhor que a encomenda e diversas outras empresas decidiram adotar o método, assim 12 de outubro se tornou definitivamente o “dia das crianças”.

Sim, o dia das crianças é mais uma invenção do capitalismo. Da mesma forma que o natal, o 12 de outubro é mais que uma data comemorativa: é tempo de consumir, gastar dinheiro, prender-se às algemas da dívida financeira e enrolar no pescoço a corda dos juros e correções monetárias. Perpetuar este sistema de injustiça e desigualdade social, onde uns irão ganhar uma bola de plástico e outros um carrinho de controle remoto, mais quantas bolas de plástico quiserem.

Paralelamente ao dia das crianças, surge este ano o dia nacional da leitura, comemorado no mesmo 12 de outubro. A data vem de um projeto do instituto EcoFuturo e foi decretada por lei no início do ano. A ideia é basicamente dar livros as crianças (não só a elas) e incentivá-las ao hábito da leitura. Então, nesse 12/10, se for para movimentar algum mercado, que seja o das editoras, sebos, livrarias, escritores, pois ao menos nossas crianças estarão adquirindo conhecimento.

por Pedro Guilherme Ramos, 12/10/2009.

CategoriasEducação, Política

Eleições 2010 – Globo X Record


Como a maioria já deve saber, em outubro do ano que vem teremos eleições presidenciais e mesmo faltando mais de um ano para tal fato, já é preciso tomarmos consciência dos possíveis candidatos e nos ligarmos no que a mídia tenta nos passar.

Mesmo ainda não tendo nada definitivo, sabe-se que os prováveis candidatos a Presidência da República do ano que vem são Dilma Rousseff e José Serra. É claro que teremos outros candidatos concorrendo, mas estes são os principais nomes até o momento, tendo em vista que Ciro Gomes não terá chance contra os dois e Aécio Neves não irá tirar o lugar de Serra.

Em se tratando de eleições presidenciais, a mídia é um fator extremamente influente e até predominante no resultado. Sim, os nossos presidentes muitas vezes são escolhidos pela mídia e não pelo povo. O contato que temos com propagandas e notícias sobre os candidatos é logicamente pela mídia. Esta por sua vez, nunca é neutra em sua totalidade, deixando espaços e frestas para favorecer um candidato ou detonar outro. Tudo isso envolve um jogo de interesses imenso com muito dinheiro atrelado.

Neste ano não será diferente. A Rede Globo e a Record já estão na briga para favorecer seu candidato e como este ano foi marcado por uma grande rincha entre as duas, prevejo que esta será realmente uma eleição de emissoras e não de presidentes. Teremos certamente uma briga de cachorro grande, pois pela primeira vez, uma emissora (Record) consegue competir quase de frente com a Globo. De um lado a Rede Globo defendendo e protegendo seu queridíssimo José Serra, do outro a Record e a IURD apoiando Dilma Rousseff.

No próprio site do PT vimos “ataques” a Rede Globo, o que deixa claro a “não parceria” dos dois:
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=71648&Itemid=201

Em outro site petista, vimos mais uma acusação contra Globo/Serra:
http://www.tribunapetista.com/2008/02/psdb-e-serra-na-mira-da-leiser-que.html

Neste site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, assim como em vários outros sites, vimos mais uma vez a acusação de a Globo protegendo Serra:
http://www.smabc.org.br/portal/mostra_materia.asp?id=11232

Vimos ainda, no Blog da Dilma, um post claramente a favor da Record e atacando a Globo:
http://dilma13.blogspot.com/2009/08/rede-record-derrota-globod.html

Temos ainda, num blog da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), uma acusação de que a Globo estaria com medo da parceria da IURD/Record e Dilma Rousseff:
http://universouniversal.wordpress.com/2009/08/20/rede-globo-teme-que-igreja-universal-apoie-dilma-rousseff/

Diante dos presentes fatos, observamos claramente a parceria Globo/Serra e Record(e IURD)/Dilma. Logicamente não podemos tirar nenhuma conclusão precipitada, porém já dá pra arriscar um palpite, e um palpite forte, muito provavelmente teremos um destes candidatos na presidência da república em 2011.

Então será Globo e Serra, contra a Record (e a IURD) e Dilma, quem vencerá a disputa?

por Pedro Guilherme Ramos, 23/09/2009.

CategoriasMídia, Política

Pré-Sal: Um Futuro Ultrapassado

Nos últimos meses, diversos meios de comunicação estão nos falando sobe um tal de “pré-sal”. Dizem e repetem incansavelmente que a Petrobras encontrou a milhares de quilómetros abaixo do fundo do mar, um tipo de petróleo taxado como “o futuro do Brasil”. Tal achado, cujo o governo brasileiro se orgulha tanto, caso dê certo poderá render trilhões de dólares ao nosso país a médio e longo prazo. Dinheiro que o governo promete investir em peso na educação, ponto no qual o Brasil possui uma grande insuficiência.

Nosso governo, através da mídia, está “endeusando” o pré-sal, talvez até mais do que este realmente mereça. O discurso atual de nosso excelentíssimo presidente da república, sobre as vantagens que este petróleo irá trazer para o Brasil se torna um tanto quanto confuso, levando-se em conta sua fala anterior, que colocava o bio-disel como nosso “ás na manga”. Em um mundo onde a palavra da vez é a “sustentabilidade”, o bio-disel, enquanto uma fonte de energia renovável, seria certamente uma alternativa mais ecológica e se enquadraria melhor nas novas tendências mundiais.

Há alguns anos, grande parte dos países poluentes assinaram o Tratado de Kyoto, cujo principal comprometimento era justamente com a redução da emissão de gases poluentes. Tal acordo, ainda está para ser revisto e a tendência é se tornar ainda mais rigoroso. Paralelamente a isto, o Green Peace e outras organizações vem se empenhando cada vez mais para ajudar a amenizar os danos causados por mais de um século de poluição.

Estes fatos nos mostram como o mundo está evoluindo na questão ambiental. O esperado então seria que o Brasil acompanhasse esta evolução, investindo mais e mais em energias renováveis. Ao invés disso, bilhões de dólares são gastos para extrair um petróleo ainda mais poluente do que o conhecido atualmente. É verdade sim, que a Petrobras também investe em um modo de filtrar, capturar e reduzir a emissão do carbono causada pela queima do petróleo, porém esta tecnologia ainda está longe de ser utilizada a nível comercial e pensar que de um dia para o outro teremos isto em mãos é extremamente ilusório.

É preciso deixar claro que o pré-sal pode sim representar algo de bom para o Brasil, porém vistas as consequências, seria preciso antes de tudo, que o governo nos chamasse para debate e prestasse mais atenção na opinião pública. Na mídia, o pré-sal é colocado como salvador da pátria, mas não são mostradas suas graves consequências ao meio ambiente. Em um governo verdadeiramente democrático, seriam mostrados todos os prós e contras desse investimento e o povo então seria mais ouvido e levado realmente a sério. Talvez assim, poderíamos realmente nos orgulhar do pré-sal e de qualquer outra conquista brasileira.

por Pedro Guilherme Ramos, 19/09/2009.

CategoriasPolítica
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