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Arquivo para a categoria ‘Musica’

A Lei

Todo homem tem direito
de pensar o que quiser
Todo homem tem direito
de amar a quem quiser
Todo homem tem direito
de viver como quiser
Todo homem tem direito
de morrer quando quiser
Direito de viver
viajar sem passaporte
Direito de pensar
de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar,
Como e com quem ele quiser
A lei do forte
Essa é a nossa lei e a alegria do mundo
Faz o que tu queres há de ser tudo da lei
Fazes isso e nenhum outro dirá não
Pois não existe Deus se não o homem
Todo o homem tem o direito de viver a não ser pela sua própria lei
Da maneira que ele quer viver
De trabalhar como quiser e quando quiser
De brincar como quiser
Todo homem tem direito de descansar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser.
De desenhar, de pintar, de cantar, de compor o que ele quiser
Todo homem tem o direito de vestir-se da maneira que ele quiser
O homem tem o direito de amar como ele quiser, tomai vossa sede de amor, como quiseres e com quem quiseres
Há de ser tudo da lei
E o homem tem direito de matar todos aqueles que contrariarem a esses direitos
O amor é a lei, mas amor sob vontade.
Os escravos servirão
Viva a sociedade alternativa
Viva! Viva!
(…)

Raul Seixas

CategoriasFilosofia, Musica

A Internacional

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.

Senhores, patrões, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!

O crime do rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!

Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!

Nós fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas deixa o mundo!
Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Hino da Internacional

CategoriasMusica, Política

Raul Seixas

Em sua casa obtém uma cultura adiantada àquilo que era ensinado nas escolas. Primeiro, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga e depois, de Elvis Presley, que lhe dá um rumo musical: o rock’n roll, mas a música nordestina não o abandonará. Monta um conjunto “Os Relâmpagos do Rock”. Em 1967, vai para o Rio de Janeiro gravar um disco que foi um fracasso. Em 1970 se rebela, gravando um LP (Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10) sem autorização. Foi expulso da gravadora e o disco foi retirado do mercado. Em 1972 ganha projeção nacional ao participar do FIC, mas só atinge o sucesso com o LP Krig-Há, Bandolo! (1973). É preso e exilado por defender a Sociedade Alternativa. Volta ao Brasil com o sucesso do LP Gîtâ. Seus discos Raul Seixas e Metrô linha 743 e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool, que lhe causava problemas de saúde desde 1978. Conseguindo um contrato, em 1986 grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM – 1987). O último disco lançado em vida, intitulado “A Panela do Diabo”, foi lançado dois dias antes da sua morte. Raul Seixas faleceu dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Foi vítima de parada cardíaca devido ao alcoolismo. “A Panela do Diabo” vendeu mais 100.000 cópias. Muitos dos fãs de Raul Seixas consideram uma das marcas mais fortes nas suas músicas a sua capacidade de através de um estilo jovial e descontraído, transmitir mensagens ou fazer questionamentos sobre temas como o amor, a vida, e a existência em si. Raul Santos Seixas foi pioneiro do rock’n roll nacional. Por isso, ficou conhecido como o pai do rock brasileiro.

CategoriasHomenagens, Musica
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